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terça-feira, 3 de junho de 2008

HIV cresce em população homossexual masculina

Por Cassius Guimarães

De acordo com estudos do Ministério da Saúde, a população gay e de homens que fazem sexo com homens (HSH) tem 11 vezes mais chances de contrair o vírus HIV do que a média dos homens heterossexuais. Enquanto, entre a chamada “população em geral” de 15 a 49 anos, a taxa de incidência é de 19,5 casos a cada 100 mil habitantes, a população gay e HSH contabilizaria 226,5 por 100 mil.

O estudo motivou o lançamento, em março deste ano, de uma campanha publicitária de incentivo ao uso de preservativos e prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e Aids, direcionada especificamente para gays e HSH. Os anúncios seriam veiculados em lugares como bares, boates e saunas gays, além de organizações sociais voltadas para esse público. Também serão encaminhados às secretarias de saúde municipais e estaduais 100 mil cartazes e 500 mil folhetos com informações gerais sobre DST/Aids. A campanha é parte de um plano de ações do Ministério direcionadas a esse público.

A distribuição do material é controlada (via ONGs) e, por isso, o retorno sobre a campanha acontece por meio do feedback das próprias ONGs em canais de relacionamento do Ministério com a sociedade civil, como a Comissão Nacional de Aids (Cnaids).

No último Dia Mundial da Luta Contra a Aids (01/12/2007), o Ministério da Saúde desenvolveu um filme específico para esse público, que também será contemplado nos próximos materiais do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.

Em 2002, uma campanha de massa, que incluía TV e peças gráficas, abordou o público homossexual. O feedback do público-alvo foi positivo, mas houve retorno negativo por parte de outros setores da sociedade. Em 2004, foi produzido um CD para distribuição em ONGs, direcionado a jovens homossexuais. O material tinha a participação de Penélope Nova e entrevistas com professores, jovens e familiares de gays assumidos.

Parada

Dois meses depois do início da campanha, no último dia 25, conversamos com freqüentadores da 12ª Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. Pessoas de diferentes orientações sexuais e identidades de gênero foram questionadas pelo HIV Brasil em uma enquete se já haviam visto as propagandas atuais do Ministério e falaram, ainda, sobre comportamento sexual. Veja no vídeo:



A Associação da Parada tem um projeto de incentivo à prevenção a DST/Aids chamado Tenho Orgulho e Me Cuido. O projeto contempla distribuição de material gráfico e preservativos, além de realizar oficinas e encontros sobre o assunto. Este ano, o último trio elétrico do evento desfilou vazio, simbolizando as vítimas da homofobia e da Aids. Foram distribuídos preservativos para os participantes da Parada, além das atividades realizadas na Feira Cultural que antecedeu a manifestação do dia 25.